
Grandes empresas que se inserem nas comunidades e ajudam a potencializar soluções locais como forma de promover o desenvolvimento. Esse foi o centro das discussões na Roda de Conversa “Como o investimento social privado pode contribuir para o desenvolvimento local?”, nesta sexta-feira, 27/04, na Expo Brasil.
O debate, moderado pela socióloga Tânia Zapata, uniu representantes de empresas privadas que investem no capital social das localidades onde estão instaladas: Instituto Votorantim, Rafael Gioelli; Instituto Invepar, Izabel Lelis; e Instituto Walmart, Paulo Midlin e Rede América, Adriana Franco.Os participantes puderam trocar experiências sobre as soluções e vivências de cada
Instituto.
Para Tânia Zapata, o desenvolvimento pode ser alcançado por meio da integração entre Estado, pessoas e empresas. “Esse papel não cabe exclusivamente ao Estado”, frisa. Ela explicou, ainda, que os territórios devem ser trabalhados em rede e precisam se conectar com iniciativa privada, governo e outros territórios para alcançar o desenvolvimento, pois "esse engajamento das empresas é essencial".
Instituto Votorantim – Rafael Gioelli defendeu que “uma empresa que emprega mil, cinco mil funcionários de uma localidade não pode deixar de investir em capital humano, pois, sem investimento social, não há desenvolvimento real”.Ele explicou que iniciativas de capacitação profissional, por exemplo, podme ser exemplo de investimento social: “isso fica como ativo para comunidade e
gera ativo para empresa”.
Instituto Walmart – Paulo Mindlin destacou as diferenças entre indústria e varejo na hora de investir nas comunidades. Para ele, “pequenas ações podem mudar o entorno das empresas, gerando crescimento e desenvolvimento para o país como um todo”.
Instituto Invepar – Izabel Lelis defendeu que as empresas privadas precisam respeitar as diferenças regionais na hora de se inserir nas comunidades. Geralmente, as empresas ajudam a identificar as potencialidades de cada região e os atores sociais se “apoderam de algo que já existia, algo que pertence à comunidade”. Ela disse ainda que é fundamental que as empresas provoquem as comunidades: “cada talento local, quando fortalecido, é um multiplicador”.
Rede América – Adriana Franco reforçou a idéia de que as empresas não são “as donas do conhecimento” e não devem definir as prioridades locais. A Rede América agrupa iniciativas bem sucedidas e gere um fundo de investimento coletivo.
Grazielle Machado
Assessoria da Expo Brasil Desenvolvimento Local