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Expo Brasil avança na defesa de um novo padrão civilizatório

Após três dias de intensas discussões sobre os avanços e desafios do desenvolvimento territorial no país, foi encerrada na noite de sexta-feira, 27 de novembro de 2009, a 8ª Expo Brasil Desenvolvimento Local, que reuniu mais de 2 mil pessoas no Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo. Em uma rodada de conversa, ao final do encontro, foi feito um balanço do papel e dos possíveis rumos da Expo Brasil, que já é considerada um movimento crescente de promoção de um novo modelo de desenvolvimento sustentável.

Veja o vídeo: A Expo Brasil é todo dia

A necessidade de manter um contato permanente entre os interessados no desenvolvimento local integrado e sustentável e nos temas transversais foi o ponto de convergência entre os participantes da plenária de encerramento da Expo Brasil Desenvolvimento Local, realizada de 25 a 27 de novembro, no Palácio de Convenções do Anhembi, em São Paulo. O coordenador da Expo, Caio Silveira, conduziu a mesma, que contou com a participação dos colaboradores do blog Crise e Oportunidade Antônio Martins, Ladislau Dowbor e Juarez de Paula, e do professor Giuseppe Cocco.

Feira expõe diversidade produtiva de territórios brasileiros

feira 1De aquecedor solar a brinco de fuxico, quem visitou a feira da 8ª Expo Brasil Desenvolvimento Local pôde conferir uma ampla oferta de produtos e serviços. Ao todo, mais de duas mil pessoas circularam pela área de exposição e comércio montada de quarta a sexta-feira (27/11), no Anhembi, em São Paulo (SP). "As vendas superaram todas as nossas expectativas", comemorou Maribel Kauffmann, que veio do Rio Grande do Sul com a bagagem cheia de artigos produzidos por grupos da economia solidária. "Além disso, a gente pôde abrir o olhar e aprender muito com as experiências dos outros", complementou.

Veja o vídeo: Expo 2010 pode ser no Rio

A previsão foi feita pelo coordenador da Expo Brasil Desenvolvimento Local, sociólogo Caio Silveira, em entrevista à TV Expo. Silveira fez um balanço positivo das contribuições trazidas pelos participantes do Brasil, de países de língua portuguesa e América do Sul, que durante três dias discutiram temas relacionados à sustentabilidade das cidades. A oitava edição da Expo Brasil foi realizada no Palácio de Convenções do Anhembi, em São Paulo.

8ª Expo Brasil debate caminhos para a acessibilidade

Apontar caminhos viáveis para a acessibilidade nas cidades brasileiras foi objetivo do painel realizado nesta sexta-feira (27/11), último dia da 8ª Expo Brasil Desenvolvimento Local, evento que este ano ocorre desde quarta-feira (25/11) no Anhembi, em São Paulo. Mais do que construir rampas de acesso e rebaixar o meio-fio, as palestrantes deixaram claro que a questão abrange a inclusão social das pessoas com deficiência e restrições de mobilidade - como crianças, gestantes e idosos.

A agricultura em favor do desenvolvimento local

Lançado pela Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA), o Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2) foi uma das três experiências de agricultura rural e urbana apresentadas nesta sexta-feira (27/11), último dia da 8ª Expo Brasil Desenvolvimento Local. Com vistas a garantir o aproveitamento e o manejo sustentável da água da chuva para a produção de alimentos, o Programa prevê a construção de tecnologias desenvolvidas e experimentadas pelos agricultores do semiárido, bem como a realização de visitas de intercâmbios e a sistematização de experiências comunitárias.

Veja o vídeo: Expo Brasil de pernas para o ar

O break rolou fácil no espaço cultural da Expo Brasil Desenvolvimento Local, com as performances do dj RG, de São Paulo, dos b. boys Soul, Taisinha e Ricardo. Thiago Vaz fez uma intervenção urbana com grafite. E a diversidade presente à Expo se divertiu.

Inovações tecnológicas a serviço do desenvolvimento sustentável

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No Brasil, 70% dos investimentos na área de tecnologia são feitos por empresas transnacionais. Os outros 30% representam aportes do poder público, geralmente voltados aos interesses das grandes corporações. Os dados, fornecidos por Rodrigo Fonseca, analista da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, apontam para a necessidade de redirecionar esforços rumo ao fortalecimento das chamadas tecnologias sociais.

Menos petróleo, mais qualidade de vida

Conectada com as novas tecnologias de comunicação, a 8ª Expo Brasil Desenvolvimento Local realizou nesta sexta-feira (27/11) uma videoconferência com Rob Hopkins, ativista inglês fundador do movimento Cidades em Transição. De um auditório no Anhembi, em São Paulo, os participantes do evento puderam conversar com Rob, que iniciou a palestra com uma explicação: "É importante que eu esteja na minha casa, na Inglaterra, e vocês, aí. Isso é coerente com o assunto que vamos tratar, pois dessa forma eu não preciso usar meu carro para ir até o aeroporto e nem voar para outro país, o que já reduz a nossa emissão de dióxido de carbono no planeta. Afinal, estamos no fim da Era do Petróleo."

Tecnologias sociais e desenvolvimento local

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Como estabelecer relações entre tecnologias sociais e desenvolvimento local para além dos efeitos visíveis das experiências que estão nos territórios? Como articular essas experiências com uma idéia mais ampla de desenvolvimento? Foi com esses questionamentos que Rodrigo Fonseca,  analista da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), iniciou sua apresentação na mesa “Tecnologias sociais e desenvolvimento local”.

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